Busca no site:

Estudo que investiga avaliação educacional nos cursos brasileiros de Pedagogia antecipa primeiros resultados

Marcela Mara

Pesquisadora Marcela Mara apresenta estudo durante VII reunião da Abave em Brasília

Deve ser concluído até dezembro deste ano o estudo que está sendo conduzido na unidade de pesquisa do CAEd/UFJF para investigar a abordagem da avaliação educacional em larga escala nos cursos de graduação em Pedagogia no Brasil. Resultados preliminares foram antecipados em agosto deste ano durante a VII reunião da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave), realizada em Brasília.

De acordo com a pesquisadora responsável pelo estudo, Marcela Mara, “levando-se em consideração as diretrizes curriculares para o curso de Pedagogia, torna-se importante que as instituições de ensino superior (IES) que oferecem esse curso estejam alinhadas à abordagem da avaliação educacional em larga escala em seus programas de ensino, visando à melhoria na qualidade do ensino que será oferecido pelos futuros profissionais”.

O objetivo do trabalho é fazer um levantamento dos currículos praticados nos cursos presenciais de Pedagogia, públicos e privados, para verificar a apresentação do tema “avaliação educacional” e, mais especificamente, investigar a formação dos futuros educadores em relação ao conteúdo da avaliação educacional em larga escala nos referidos cursos.

No Brasil, o número das IES que abordam este conteúdo é considerado baixo (31,4%), tendo em vista que essa abordagem está prevista na legislação específica dos cursos de graduação em Pedagogia. Por isso, segundo Marcela, faz-se necessário realizar novas pesquisas visando obter outras informações junto às IES que não participaram deste estudo. “Pretende-se, ainda, realizar uma abordagem mais detalhada nas IES que participaram do estudo (n = 207), buscando conhecer melhor a percepção dos coordenadores, assim como dos professores, acerca da importância desse assunto”, destacou a pesquisadora. Além disso, ela aponta que é importante identificar – nos cursos em que as ementas não estabelecem esse conteúdo, mas cujos coordenadores afirmaram que tal abordagem é realizada – de que forma a avaliação educacional em larga escala está sendo direcionada.


Criado em: 22 nov 2013 | Categoria: Notícias |

II Encontro do Observatório da Educação – Pesquisa e Avaliação em Leitura e Escrita

A recente implantação de avaliações no início do ensino fundamental está relacionada com a priorização de políticas públicas educacionais voltadas para a alfabetização das crianças até os oito anos de idade. No âmbito da pesquisa, os resultados do Saeb, que retratam as dificuldades das escolas em promoverem avanços sustentáveis nos resultados em Leitura e Matemática até o 5° ano, fazem parte da motivação original do Projeto Geres (Estudo Longitudinal da Geração Escolar 2005), pioneira na pesquisa sobre aprendizagem de Leitura e Matemática de alunos dos anos iniciais do ensino fundamental. Na sequência, três estados criaram programas de avaliação inspirados no Geres: PROALFA-MG, SPAECE-Alfa e PAEBES-Alfa. O II Encontro do Observatório da Educação – Pesquisa e Avaliação em Leitura e Escrita – tem o objetivo de socializar e discutir resultados e análises de pesquisas realizadas a partir de dados do Geres e da avaliação da escrita no PAEBES-Alfa. Essa avaliação estadual, além de ser longitudinal e permitir o acompanhamento dos alunos desde sua entrada na escola até o fim do ciclo de alfabetização no 3° ano, introduz a avaliação da escrita, o que amplia as habilidades avaliadas e introduz novas possibilidades de investigação da alfabetização.

Data: 11/04/2013

Horário: 14:00h às 19:00h

Local: Auditório do CTT – 11° andar Prédio Cardeal Leme – PUC-Rio

Programação:

14:00h: Abertura
Alicia Bonamino (PUC-Rio), Nigel Brooke (UFMG) e Tufi Machado Soares (UFJF)

14:15h: Leitura, compreensão e dificuldades das crianças
Hakima Megherbi (Université Paris 13, Sorbonne Paris Cité)

15:30h: Efeitos de práticas pedagógicas na aquisição de habilidades de leitura
Lúcia Helena Gazólis de Oliveira (PUC-Rio/UFRJ)

16:15h: Cofee Break

16:30h: A avaliação da alfabetização: realizações e desafios
Josiane Toledo Ferreira Silva (PUC-Rio)

17:15h: A apropriação de habilidades de leitura e escrita na alfabetização: estudo exploratório de dados de uma avaliação externa
Gladys Rocha (UFMG)

18:00h: Coquetel

 


Criado em: 08 mai 2013 | Categoria: Notícias |

Pesquisa que investiga formação de futuros professores em avaliação educacional entra em nova fase

Estudo realizado pelo CAEd com 971 Instituições de Ensino Superior (Censo 2010) que possuem curso de Pedagogia presencial está entrando em nova fase. A primeira fase da pesquisa “A Formação e a Capacitação em Avaliação Educacional nos cursos de Pedagogia” – aprovada no edital 2009 do observatório da Educação da Capes/Inep/MEC – contou com um levantamento realizado em todo o país e obteve a participação de 21,3% das IES. Para a pesquisadora responsável pelo levantamento, Marcela Mara dos Santos Silva, educadores que conhecem a importância da avaliação podem contribuir de forma mais efetiva para elevar a qualidade do ensino e da aprendizagem dos alunos.

De acordo com Marcela, que atua na Unidade de Pesquisa do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), coordenada pelo professor Dr.Tufi Machado Soares, a primeira parte da pesquisa investigou as IES para saber quais delas possuíam uma disciplina específica sobre Avaliação Educacional em Larga Escala ou outra que abordasse o conteúdo, como preveem as Diretrizes Curriculares do Curso de Pedagogia. Entre as instituições que participaram do estudo, 31,4% informaram que seus cursos oferecem uma disciplina que aborda Avaliação Educacional em Larga Escala, tendo a abordagem do tema confirmada por ementa. Outros 12% informaram não ter nenhuma disciplina que aborde o assunto. E 56,6% afirmaram oferecer uma disciplina, mas a abordagem não foi confirmada de acordo com as ementas.

O próximo passo é conhecer melhor a percepção dos coordenadores e/ou professores sobre a importância de abordar a Avaliação em Larga Escala nos cursos de Pedagogia. Segundo Marcela, o estudo será dividido em três partes. O primeiro contato vai ser feito com os coordenadores para que eles enviem os e-mails dos professores das disciplinas ligadas à Avaliação Educacional em Larga Escala. “Será enviado para os professores, via e-mail, um questionário para obter informações sobre as práticas pedagógicas em sala de aula. Queremos saber se os professores acompanham os resultados das avaliações externas feitas pelo governo e conhecer as impressões dos futuros educadores acerca do conteúdo, além de outras informações relevantes”, explica Marcela.

Com relação às instituições que manifestaram não ter a disciplina de avaliação, Marcela vai usar um instrumento de pesquisa diferente para identificar como foi feita a construção da matriz curricular e outras questões. No caso dos cursos em que o coordenador afirmou ter a disciplina, mas cujo conteúdo não foi confirmado nas ementas, o procedimento será o mesmo utilizado nas IES que responderam corretamente. Esse questionário permitirá identificar se os cursos de fato abordam a avaliação educacional em larga escala. A expectativa agora é em relação à participação dos coordenadores e/ou professores na segunda parte da pesquisa. Marcela espera que os 21,3% das IES que se envolveram na primeira parte do estudo participem da conclusão do levantamento. “A permanência destas IES na segunda parte da pesquisa agora se torna indispensável”, concluiu a pesquisadora.


Criado em: 19 abr 2013 | Categoria: Notícias |

Biblioteconomista afirma que “bibliotecas digitais são tesouros escondidos”

Crédito: Biblioo

O biblioteconomista da UniRio Moreno Barros

Digitalizadas, as bibliotecas no Brasil e no mundo estão deixando os muros físicos para também se hospedarem na internet. Mas isso não significa que elas estão ficando mais acessíveis. Apesar dos milhares de acervos disponíveis on-line, as bibliotecas digitais ainda são consideradas “tesouros escondidos”.

Segundo Moreno Barros, professor de biblioteconomia da UniRio e mestre em ciência da informação, embora o Brasil esteja investindo alto em projetos de digitalizações, esses acervos ainda não estão ao alcance de todos. “Existe uma excessiva preocupação com imagens em alta resolução, por exemplo, um formato que só atende grandes pesquisadores, pessoas que de uma forma ou outra já estariam dispostas a frequentar o acervo localmente. Isso não é algo ruim, mas é fato que o público leigo tem mais facilidade de acesso quando as imagens estão em menor qualidade”.

O processo de digitalização, segundo Barros, implica na necessidade de uma abordagem diferente, com foco em uma escala maior de usuários para “atingir virtualmente uma audiência diferente daquela que já se atinge fisicamente”.

Milhares de pessoas poderiam estar navegando pela Biblioteca Nacional Digital, pela França no Brasil ou pela Brasiliana, algumas das principais bibliotecas digitais do país, que permitem aos usuários acessar de forma virtual e gratuita seus arquivos. “Quase ninguém conhece esses acervos, ou somente uma pequena parcela da comunidade de pesquisa acadêmica”, garante Barros.

Outros bons exemplos de biblioteca digitais seriam a Biblioteca Digital Universidade Gama Filho e a Biblioteca Nacional Digital. A primeira, lançada em 2011 e considerada uma das maiores do Brasil. Seu acervo aberto contém teses e dissertações de quase 1.500 universidades, bibliotecas unificadas de 62 países e artigos de 48 mil revistas científicas disponíveis on-line para qualquer pessoa, gratuitamente. Já a segunda, pertence a Biblioteca Nacional e é tida como uma das precursoras no processo de digitalização de publicações e acesso a obras via internet.

A digitalização de acervos bibliográficos tem sido um método utilizado, principalmente, como forma de preservar os registros históricos, seja de um grande jornal  – como é o caso do Jornal do Brasil, impresso até 2010, e que digitalizou todas as suas publicações; de um periódico local – o centenário jornal Federação, em Itu (SP), que, no ano passado, colocou todo seu acervo na internet –, ou até mesmo a criação de um site para abarcar os cerca 80 mil documentos do cientista Albert Einstein.

Os esconderijos das bibliotecas

Ao pesquisar por uma determinada obra no Google, o sistema de busca tem dificuldade de rastrear as publicações dessas bibliotecas virtuais. Escondidos na internet, os sites das instituições que abrigam grande parte desses acervos virtuais ainda têm navegação precária e softwares não muito amigáveis.

Uma das soluções apontadas por Barros para que usuários encontrem não apenas obras nos acervos digitais, como também nas bibliotecas físicas mais próximas de suas casas, é fazer com que os registros bibliográficos utilizem sistemas de busca mais trabalhados, indexando melhor suas informações na internet.  “Se as bibliotecas abrirem seus dados, o Google vai ranquear não apenas os sites de livrarias famosas, mas vai indicar já na primeira página também as bibliotecas físicas mais próximas as casas dos usuários.”

Segundo levantamento realizado pelo 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado em 2010, no país existem em funcionamento, uma média de 2,67 bibliotecas municipais por cada 100 mil habitantes no país. Todas elas poderiam ser mais facilmente encontradas se melhor ranqueadas nos buscadores.

Para isso, o especialista afirma que será necessário, por exemplo, abolir sistemas que dificultem o rastreamento, como é o caso do javascript, uma espécie de página HTML que não possibilita interação dinâmica com o usuário, e funciona como se fosse uma imagem, muito utilizado nos softwares de biblioteca.

Outra alternativa apontada por Barros, que facilitaria a vida do usuário que busca por um ranking de bibliotecas, é a criação da versão brasileira do WorldCat, uma das principais redes de bibliotecas do mundo, que indica ao usuário onde encontrar livros, CDs, vídeos, resumos de artigos e versões digitais de itens raros nas bibliotecas mais próximas de suas casas.

Para conhecer as principais bibliotecas digitais brasileiras e internacionais, veja a lista indicadapor Barros. O especialista, inclusive, tem um projeto para ajudar pessoas a redescobrir e reaprender o significad

Crédito: Biblioo

Moreno Barros, biblioteconomista da UniRio

o das bibliotecas na era do Google e do iPad. Para começar, ele propõe um encontro para ensinar as pessoas a economizar dinheiro usando essas bibliotecas. A proposta está em busca de financiamento, via crowdfunding, na plataforma no Nós.vc.

Fonte: http://porvir.org/porpensar/bibliotecas-digitais-sao-tesouros-escondidos/20120620


Criado em: 21 mai 2012 | Categoria: Notícias |

Workshop traz professor de Harvard para discutir eficiência do ensino e desempenho de professores

O professor Thomas Kane é diretor do Centro de Pesquisas em Políticas Educacionais de Harvard, onde coordena avaliações de políticas públicas inovadoras nos EUA. Ele também ocupou o cargo de vice-diretor da área de educação da Fundação Bill & Melinda Gates, onde esteve à frente do projeto Measures of Effective Teaching (MET), uma pesquisa que observou o trabalho de mais de 3.000 professores nos EUA, buscando identificar boas práticas em sala de aula.  

Workshop – Medindo o desempenho de professores: o debate nos Estados Unidos

10 de julho de 2012 , terça-feira |  10h – 12h                                                                                    
Insper (R. Quatá, 300  – Vila Olímpia – São Paulo)

* O workshop será realizado em inglês e não haverá tradução. É importante que os participantes sintam-se à vontade para acompanhar a conversa e interagir em inglês. Algumas leituras prévias serão recomendadas e haverá um limite de 40 participantes.

Para se inscrever no workshop, clique aqui.

Seminário – Educação: como garantir a eficiência do ensino em regiões metropolitanas

10 de julho de 2012 , terça-feira |  14h30 – 17h
Fundação iFHC (R. Formosa, 367, 6º andar, Centro – São Paulo)

* O seminário faz parte do Ciclo “As Grandes Cidades Brasileiras: Identificando Problemas, Buscando Soluções”, uma série de oito encontros promovida pela Fundação Brava e pela Fundação iFHC. Além do prof. Thomas Kane, participam do seminário a Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin e a ex-Secretária Estadual de Educação de  São Paulo, Maria Helena Guimarães. Haverá tradução simultânea.

Para se inscrever no seminário, clique aqui.

OBS: Os eventos são gratuitos e com vagas limitadas. Para se inscrever, por favor, clique no link do evento desejado. É possível participar dos dois encontros e é indispensável a confirmação de presença.


Criado em: 15 fev 2012 | Categoria: Notícias |

Preconceito: negros vão pior na escola

Juliana CandianDiferença acontece em alunos com a mesma condição financeira.

Os estudantes negros da rede pública estadual têm apresentado desempenho inferior aos alunos brancos no Programa de Avaliação da Educação Básica (Paebes). É o que mostra um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, com base nos dados do Paebes de 2009 e 2010. Em algumas séries e disciplinas avaliadas, a diferença chega a 27 pontos.

O estudo foi coordenado pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed) da universidade, que é responsável pela elaboração das provas do Paebes. Uma das autoras da pesquisa, a doutoranda em sociologia Juliana Frizzoni Candian, explica que os estudantes negros apresentam desempenho menor mesmo quando comparados com outros alunos de iguais condições socioeconômicas.

“Por muito tempo, pensava-se que as diferenças de desempenho eram reflexos apenas das desigualdades sociais, mas há também uma desigualdade racial. Longe de dar a entender que os negros têm dificuldades cognitivas, queremos mostrar que eles enfrentam condições desfavoráveis de aprendizado”, diz.

Matemática

A maior diferença registrada foi na disciplina de Matemática do 5º ano do ensino fundamental. Em 2009, os estudantes pretos tiraram até 27 pontos a menos na prova que os brancos, e 19 pontos a menos que os pardos, nas mesmas faixas de condições sócio-econômicas.

Em 2010, a pesquisa uniu as notas de alunos pretos e pardos e constatou que a maior diferença também ocorreu em Matemática, mas no 9º ano: os alunos brancos fizeram até 22 pontos a mais que os não brancos.

A pesquisa também constatou que as diferenças aumentam à medida em que melhoram as condições socioeconômicas dos alunos. Os estudantes negros cujos pais têm maior escolaridade e que possuem mais bens materiais – itens usados para medir as condições dos alunos – chegam a ter desempenho igual ao de estudantes brancos com a pior condição sócio-econômica da tabela.

Segundo a pesquisadora, isso mostra que a variação de desempenho é sempre menor entre os negros, mesmo quando as condições sócio-econômicas de ambos é melhor.

A pesquisa não analisou os motivos que levam a essa diferença, mas levanta uma hipótese. “É possível que as desigualdades raciais sejam reproduzidas pelos professores na sala de aula, desfavorecendo, de alguma forma, os alunos não brancos. É algo que precisa ser estudado com mais profundidade, em uma outra pesquisa”, diz.

Superar o preconceito é desafio dentro da escola

A falta de oportunidades e o preconceito da sociedade acaba se reproduzindo no ambiente escolar. Por isso, segundo a subsecretária de Educação da Secretaria Estadual de Educação (Sedu), Adriana Sperandio, as escolas têm assumido cada vez mais o desafio de promover a valorização da população afrodescendente.

“Nós temos conhecimento dessa diferença de desempenho apontada na pesquisa, mas não podemos separar os alunos do restante da turma para que eles aprendam mais. Todos eles têm condições iguais de aprendizado. O que falta é superarmos o preconceito, na escola e na sociedade.”

Recentemente, cerca de 100 professores passaram por um curso de especialização em Educação Étnico-Racial, da Universidade Federal do Espírito Santo. “Por lei, esses conteúdos devem ser trabalhados em sala de aula. A presença do debate nas escolas é o que pode transformar a realidade.”

A palavra do especialista

“Exclusão se reproduz”
Gilda Cardoso, especialista em Educação

“Desde a década de 1970, pesquisas apontam que a escola produz e reproduz os processos de exclusão da sociedade, mesmo sem intenção. Isso acontece com a questão racial e com outros tipos de exclusão, como a social e a de gênero. Não há um problema relacionado ao preconceito, diretamente. Mas se o aluno já chega defasado e encontra um professor que não está preparado para recuperá-lo a tendência é que esse professor se empenhe mais em valorizar o aprendizado dos outros alunos. E o processo de exclusão se reafirma e se reproduz. Pensar em cotas raciais pode ser interessante para remediar essa situação. Mas é preciso promover políticas públicas que deem oportunidades iguais para todos.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Gazeta on-line


Criado em: 12 jan 2012 | Categoria: Notícias |

Pesquisador analisa impacto de políticas de bonificação no ensino médio de Pernambuco

Com a proposta de implantar o currículo escolar do século XXI, o estado de Pernambuco iniciou um processo para definir parâmetros curriculares e a expectativa de aprendizagem dos estudantes do 1º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. O objetivo é estabelecer o que deve ter sido aprendido pelo aluno, ao final de cada ano letivo, inicialmente nas disciplinas da Língua Portuguesa e Matemática. Interessado neste processo de adaptação curricular, o pesquisador Clayton Sirilo do Valle Furtado, analista de medidas educacionais do CAEd, está realizando um estudo sobre as políticas de bonificação utilizadas no ensino pernambucano.

Em 2010, o governo do estado assinou decreto instituindo a bonificação dos professores que atingissem a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe). Já naquele ano, mais de 32 mil servidores de escolas públicas e gerências regionais foram beneficiados.

O projeto, em formato censitário e longitudinal, foi iniciado em 2011 e tem como alvo checar o desempenho dos alunos do Ensino Médio da rede estadual. Para o levantamento serão aplicados testes cognitivos de Língua Portuguesa e Matemática, assim como questionários contextuais.  No ano passado o trabalho foi iniciado junto ao 1° ano do Ensino Médio. Ao longo de 2012 serão feitos os estudos relativos ao 2° ano do Ensino Médio, enquanto o terceiro ano será abordado em 2013.

“Essa metodologia de estudo longitudinal censitário vem de encontro ao anseio dos modelos multiníveis , abordagem defendida em inúmeros estudos de eficácia escolar. Com isso pretende-se controlar as habilidades cognitivas que antecedem a entrada do aluno no Ensino Médio”, explica Clayton. De forma semelhante, segundo ele, pode-se controlar as influências socioeconômicas dos alunos e das famílias, de forma a permitir que se observe especificamente o que a escola está agregando de fato em termos de conhecimento aos alunos ano após ano de escolarização no Ensino Médio.


Criado em: 06 jan 2012 | Categoria: Notícias |

Levantamento realizado em todo o país verifica formação de professores em avaliação educacional

A Unidade de Pesquisa do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está conduzindo o estudo “A Formação e a Capacitação em Avaliação Educacional” – aprovado no edital 2009 do Observatório da Educação da Capes/Inep/MEC. O objetivo do trabalho, coordenado pelo professor Tufi Machado Soares, é verificar a formação dos futuros educadores em Avaliação Educacional em Larga Escala nos cursos de pedagogia públicos e privados e analisar se os profissionais estão sendo preparados para contribuir com o processo contínuo de avaliação e melhoria da qualidade do ensino no país.

Em um levantamento preliminar feito pela Internet, a pesquisadora responsável, Marcela Mara dos Santos Silva, localizou aproximadamente 1,1 mil cursos de pedagogia presenciais públicos e privados no Brasil. O próximo passo é identificar quais deles oferecem a disciplina de avaliação educacional em larga escala. Para isso foi encaminhada uma carta de apresentação do estudo, elaborada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), contendo em anexo o questionário da pesquisa. “Junto com o formulário preenchido, nós solicitamos que o coordenador envie a grade curricular e a ementa da disciplina. Isto é necessário porque muitas instituições ainda não possuem uma visão clara sobre o conceito de avaliação em larga escala e as disciplinas ofertadas acabam não preparando os futuros professores de forma adequada”, explica.

Segundo Marcela, o trabalho de campo tem enfrentado problemas com relação ao retorno por parte dos coordenadores. Dos cerca de 520 contatos feitos até agora, aproximadamente 50 e-mails estavam errados e apenas 15 coordenadores participaram de forma satisfatória. “Acreditamos que possa haver uma falta de interesse no assunto por parte dos coordenadores ou certo receio em expor a realidade dos cursos”, avalia Marcela, que espera concluir o envio de e-mails até o próximo dia 15, quando então começa a refazer o contato com os coordenadores que ainda não se manifestaram.


Criado em: 05 jan 2012 | Categoria: Notícias |